Defintivamente, a moleza acabou. Neste domingo o pedal de 140 km promete um pouco de dificuldade. Nos próximos finais de semana, a bicicleta vai receber a companhia dos alforjes com um peso de aproximadamente 12 Kgs. Serão 5 finais de semana, em que deverei ir aumentando gradativamente as distâncias percorridas e suas dificuldades.
Por sugestão do Mário, no dia 12/03 já esta agendada a repetição da Volta da Renault, um percurso plano de 80 km.
Moleza é coisa do passado.
sexta-feira, 4 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
Senta e Guenta!
Não, não há nenhuma alusão pornoerótica neste título. É apenas a síncope de "senta no selin e aguenta a pedalada".
Comecei imaginado a pedalada com destino a Lapa, com algo perto de 90 km, mas olha o mapa daqui, olha o mapa dali, e... serão quase 140 km, saindo de Curitiba, indo a São Luiz do Purunã, descendo até Balsa Nova, passando por Guajuviras, Araucária e retornando a Curitiba. Pedal de gente grande. O Mário não poderá ir, parece que assinou contrato com um bloco em Antonina ou Pelotas, a cidade eu não sei bem, entendo as intenções. Não, nenhuma alusão sexual, a intenção é se divertir, pois estará acompanhado da chefe, digo, esposa. O Roberto já confirmou, então lá estaremos novamente com nossa dupla de dois.
Para quem quiser ver o mapa, segue o link: Senta e Guenta
terça-feira, 1 de março de 2011
O Transitório!
Certa vez, uma mulher bela e bem trajada visitou uma casa. O dono da casa lhe perguntou quem era e ela respondeu que era a deusa da fortuna. Mais que depressa o dono da casa acolheu respeitosamente essa mulher bela e rica e a tratou muito bem. Logo depois, uma mulher feia e pobremente vestida bateu à mesma porta. O dono da casa perguntou-lhe quem era e a mulher lhe respondeu que ela era a deusa da pobreza. O dono da casa, assustado, tentou por a mulher feia e pobre para fora de casa, mas ela recusou-se a sair, dizendo: "A deusa da riqueza é minha irmã. Há um acordo tácito entre nós, segundo o qual nunca devemos viver separadamente; se você me enxotar, ela irá comigo."Era a pura verdade. Assim que a horrenda mulher saiu, a outra, bela e rica, desapareceu.
O nascimento acompanha a morte. A fortuna acompanha o infortúnio. As más coisas seguem as boas coisas. Os seres humanos deveriam compreender isso. Os tolos temem o infortúnio e lutam para conseguir a felicidade, mas aqueles que buscam a iluminação devem transcender a ambos e estar livres de todos os apegos mundanos.
O ser humano acostuma-se rapidamente as coisas boas da vida, mas não nota que elas são transitórias. Obviamente que devemos ficar felizes em ter uma boa casa, um bom carro, mas, se a nossa felicidade depende destes bens, estamos construindo nossa condição de felicidade em cima de frágeis pilares. A vida é mais do que bens materiais. Quando estou brincando com meu cachorro, ele com sua bola de futebol furada e rasgada, correndo feliz por simplesmente estar brincando comigo, e eu feliz por estar com ele, do que mais eu preciso? Quando estou abraçado aos meus filhos, rolando pela grama e os três dando risadas simplesmente por estar junto, do que mais eu preciso? Quando minha mãe me abraça, afagando minhas costas, do que mais eu preciso? Quando eu posso ajudar um amigo, ou por ele ser ajudado, do que mais eu preciso? A felicidade esta dentro de cada um de nós, basta deixar ela aflorar, sem que falsos alicerces não a deixem crescer.
E você? Do que mais você precisa?
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Demos a Volta na Volta da Volta!
Sábado começou com um dia tímido, com vergonha de aparecer. A claridade que transpassava as nuvens não estava com aquela vontade de acordar. Eram 06:00 hs e estava um pouco escuro para o horário. Mesmo assim a pedalada começou. Inicialmente uma pedalada solitária, visto o Mário não estar participando, e o Roberto eu encontraria alguns quilometros depois ( 16 para ser preciso ), segui pela futura linha verde, até encontrar a atual linha verde. Não é o trajeto mais feliz para um ciclista, pois a obra na linha verde acaba com o acostamento, e a disputa por espaço contra carros, ônibus e caminhões, é um tanto injusta.
A temperatura estava bem agradável, e a ausência do sol deixava o pedal muito gostoso. encontrei o Roberto próximo ao viaduto da Av.Brasília, e agora além do pedal, desenvolvíamos um bom bate-papo, pondo em dia assuntos acumulado por mais de 15 dias. Rapidamente estávamos no Umbará, onde apreciamos um lanchinho matinal.
Pé na bike e fomos para a estrada, lembrei-me do Mário, que sempre cobra um pouquinho de lama na pedalada, e tinha o suficiente para mais uns cinco ou seis ciclistas. Pedalávamos como gente grande, pois a média era alta para o chão batido. Desta vez seguimos o roteiro traçado e entramos na estrada do Gerê. A paisagem é muito gostosa, passando por sítios, povoados, pequenas vilas. Desta vez não houve muitas paradas, paramos um pouco antes da Volkswagen, descansamos por uns dez minutos, e retomamos o trajeto. O asfalto da Volkswagen deu um descanso para as nádegas, um tanto sofridas, mas sapientes que o pior estava por vir ( os paralelepípedos da Colonia Murici ). Cruzamos a BR 376 e entramos no caminho da estrada da Malhada ( deve ser em alusão á uma vaca este nome ), com um asfalto com muitas curvas que dá um prazerzinho pedalar.
Um pouco adiante dobramos em direção a Colonia Murici. Alguns aclives acentuados, uma paisagem muito bonita com varias propriedades de cultivo de hortaliças, e o cansaço começou a aparecer. Paramos um pouco no final de uma subida, nos abastecemos com gel, uma barrinha de cereal para tentar amenizar a sensação de vazio no estômago. Retomamos o trecho e seguimos até a Col.Murici. Lá precisamos de uma nova parada, o Roberto começava a apresentar uns sinais mais visíveis de fadiga. Sentamos na escadaria da Igreja para esticar as pernas. Foi quando eu lembrei de um energético que eu tinha comprado, um tubinho com 50 ml sabor de capilé (segundo o Roberto, que possuía vários sabores, o vermelho, o azul, o amarelo e o verde ). Piadas a parte o resultado do energético foi mesmo muito acima do esperado. Cruzamos os paralelepípedos da Col.Murici com uma média de 30 km/h, as próstatas nem sentiram. O parada no Posto de sempre, foi abortada e seguimos em frente. No trevo da Av.Rui Barbosa, perdi o parceiro, pois ele seguiu pela Mal.Floriano, enquanto eu seguiria em frente passando pelo Jardim das Américas, Nossa Senhora da Luz, Erasto e Canaleta.
Cheguei em casa eram 12:30 hs, pois parei para tomar um bom caldo de cana. O número no ciclocomputador era frustrante, 99,91 km, não chegou em 100 km. Mas a sensação era ótima. Dever mais do que cumprido.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
O Filho Perdido!
"Um jovem viúvo, que gostava muito do seu filho de cinco anos, estava fora, a trabalho, quando bandidos puseram fogo na cidade e levaram seu filho. Quando o homem volta para casa, vê tudo destruído e entra em pânico. Pega o corpo queimado de uma criança que toma por seu filho e chora copiosamente. Organiza a cerimônia de cremação e põe as cinzas num bonito e pequeno saco, que passa a carregar sempre consigo.
Um pouco mais tarde, seu filho verdadeiro escapa dos bandidos e acha o caminho de casa. Chegando na nova casa de seu pai, tarde da noite, bate à porta. O pai, ainda desgostoso, pergunta: "Quem é?"A criança responde, "sou eu, pai, abra a porta!"
Mas em seu agitado estado de alma, convencido de que seu filho já esta morto, o pai pensa que algum menino o está ridicularizando. Ele então grita: "Vá embora" e continua a chorar.
Depois de algum tempo, a criança vai embora. Pai e filho nunca mais se encontram de novo."
Muitas vezes nós colocamos falsas verdades á nossa frente, e passamos a acreditar tanto nelas, que quando a verdade aparece, nós não acreditamos nela. Quantas vezes isto já aconteceu, e quantas vezes ainda acontecerá.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
A volta da Volta!
No dia 22 de Janeiro, saímos eu e o Roberto para realizar a Volta da Volkswagen, só que o calor e o cansaço pegaram o Roberto, ou melhor, pregaram o Roberto no caminho, que nos forçou a diminuir o percurso e retornar antes do previsto.
Desta vez a coisa vai, ou no sábado, ou no domingo, ainda vamos decidir. Serão 96km, relativamente fáceis, com todo o tipo de piso imaginável. Inclusive com os massageadores paralelepídedos da Colônia Muricy. Próstatas postas a prova.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Onde foi que eu errei?
Sábado quando o relógio despertou, pela primeira vez na semana eu não tive vontade de dar com uma marreta no relógio, afinal estava acordando para uma pedalada que prometia, e cumpriu.
Britanicamente, saímos as 06:00 hs, noite ainda. O frescor da madrugada animava os pedais, e a velocidade média era alta . Seguimos a canaleta pela Av.Paraná, depois João Gualberto, centro, Sete de Setembro, República Argentina, e antes das sete horas da manhã, já estávamos na João Bettega. A descida ajudou a aumentar a média, passamos pelo radar e acho que levamos uma multa ( pelo menos estava sorrindo para a foto ). Cruzamos o Contorno Sul, e entramos na Av.das Araucárias, que logo após o terminal, abandonamos para encontrar o chão batido. Começa a parte divertida da pedalada. Logo já avistávamos a Represa do Passaúna, tomando conhecimento do seu real tamanho. Logo adiante após uma curva avistamos o dique que dá vazão ao excesso d´água ( uma miniatura da queda de Itaipú, pensei ). O caminho era muito bonito, só que no km 33,5, errei o caminho ( descobri que errei uns quilometros adiante, onde errei, descobri hoje ). Onde era para dobrar a direita, dobrei a esquerda, e... bem esta palavrinha que tu pensou.
O trecho não era menos bonito do que pensávamos, mas enfrentamos algumas subidas muito fortes. O tempo nos ajudava, pois as nuvens teimosamente nos ajudavam. Não víamos uma viva alma que pudesse nos informar se estávamos no caminho certo. Já pedalávamos pelo km 46 quando encontramos um dois de paus. Explico, perguntado para onde ia a estrada, recebemos a resposta de que só sabia chegar ali, não sabia para onde a estrada ia ( melhor do que a resposta do mineiro, que diria que para onde ela vai, ele não sabe, mas que vai fazer uma falta isso vai!). Seguimos, ali pelo km 53, um senhora informou que faltavam 3,5 km para chegar no asfalto da rua Mato Grosso, na Ferraria. Estávamos no caminho certo, só não sabíamos se os kms dela são de régua grande ou não. Mais um pouco de pedal e chegamos, no INÍCIO da Rua Mato Grosso, ou seja tinha muito pedal pela frente. Neste momento, 50% do grupo começou a sentir o cansaço ( estávamos em dois pedalantes ). Resolvemos que pararíamos no primeiro local plausível pela frente. Isto foi no km 62. Eram 9h 45min, ou seja, foram pedalados 62 km em uma média de 16,5 km/h.
Fizemos um pequeno lanche, eu comi dois queijos quente, e o Mário entravou uma luta medonha contra um "x-salada", fora o litro de coca-cola que acompanhou.
Pensando estarmos refeitos seguimos em frente. Reduzimos a pedalada até o Barigui, onde seríamos resgatados, visto o Mário estar com muita dor na perna direita. A subida da Eduardo Sprada foi feita em marcha lenta, poupando a musculatura. Depois seguimos pela marginal do Contorno e BR 277. Chegamos ao Barigui com 77 km pedalados, eram 11:00 hs. 15,4 km/h de média incluindo a parada. Bom pedal apesar de tudo. A paisagem compensou o esforço. Mas quero voltar lá para fazer o caminho originalmente traçado.
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